Naquela cidade, cada um sonhava em segredo. O menino sem nome conheceu a garota sem pernas. Ela não tinha pernas, mas mesmo assim não precisava de ninguém para ir embora. E eles tentaram.
A menina sem pernas mostrou a ele o mundo como conhecia. Ele, que não tinha nome, embarcou. Como quem nunca mais quer voltar. Por um tempo, olharam para a mesma direção.
Ela nunca lhe deu um nome, ele nunca lhe trouxe as pernas. O que pra um era sina, para o outro era mistério. Eles poderiam andar juntos no mesmo trilho, mas nunca seriam esmagados pelo mesmo trem.
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