E é isso. A vida é a morte. Não concorda? Veja bem: Todo livro, para ser bom ou ruim, depende de seu final, não é? Se não, quando você recomenda algum livro para alguém, que é todo bom, menos o final, você dirá que ele é bom. Mas não, você diz “ele é todo bom, menos o final”. O final importa. Mais que o começo, mais que o enredo. Ou seja, o final é tudo. A vida é a morte. A morte que decide como a vida vai ser determinada, boa, ruim, longa, curta. Não importa muito como ela acontece, mas sim quando. Não que quanto mais demore a chegar seja sempre melhor. Mas quanto mais ela demora, mais chances você tem de fazer com que sua vida tenha valido a pena, e com que sua morte também. Aí vem toda aquela história de que você tem de aproveitar a vida como se fosse sempre o ultimo dia. O que de certa forma não concordo. Não iria querer fazer um testamento diferente todas as noites. Mas claro que quem diz isso não quer dizer da forma que interpretei. Mas precisamos de um pouco de humor nisso, assim como a vida.
O mais triste da morte é que ela não espera. Canso de ver jornais com notícias como “jovem prestes a se casar morre em acidente” e coisas do tipo. Imagine, isso determinou a vida dele. Um dos momentos mais importantes – no conceito geral pelo menos – prestes a acontecer, e sua vida acaba. Como se sentiria? Seria algo assim:
Fim
Fim
Mas ao contrário da morte, o fim de um livro é algo que posso evitar, não de acontecer, mas de acontecer na hora errada.
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